Em comemoração às duas décadas do IAGE faremos uma série de artigos relatando algumas das realizações do Instituto Amazônico-Germânico durante esses anos.

São boas histórias que devem ser contadas que podem inspirar e incentivar pessoas a embarcarem no sonho (totalmente viável) de estudar em um outro país, conhecer outras culturas e outros modos de pensar.

O começo 

Há pouco mais de 20 anos atrás quando o IAGE ainda se chamava Atividades Dergmann, já possuía como um de seus pilares a organização de viagens internacionais e a conexão do jovem da Região Amazônica com o velho continente – projeto denominado O mundo para os jovens

Esse processo se dava a partir de excursões organizadas pelo idealizador deste projeto, Prof. Francisco Rodrigues, com o intuito de que estudantes universitários de diversas áreas do conhecimento, pudessem viajar para a Alemanha. Para que as viagens fossem realizadas, houve colaborações de professores brasileiros e alemães que viabilizaram, por vezes, isenção nas taxas nas instituições que recebiam os brasileiros.

Com o estabelecimento de bons vínculos, muita troca cultural e diálogo, foi possível criar parcerias que frutificaram no caminhar do IAGE, as quais abriram portas para que muitas outras viagens fossem realizadas.

IAGE e IAI

O Ibero-Amerikanisches Institut – IAI, Instituto Ibero-Americano é uma instituição de orientação interdisciplinar voltada para o intercâmbio científico e cultural com a América Latina, Caribe, Espanha e Portugal. É considerada como a maior instituição dedicada à investigação sobre a América Latina fora da mesma e possui a maior biblioteca européia especializada no espaço cultural ibero-americano. 

Fomenta tanto a produção científica como a troca de saberes culturais. É um espaço de cooperação e tem importante papel como catalisador de diálogos inter- e transculturais. Sua fundação se deu em em 1930 em Berlim. Desde 1962, o IAI é uma instituição da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano (Stiftung Preußischer Kulturbesitz – SPK).

Em julho de 2017, o IAGE formou um grupo de 17 alunos, os quais partiram de Belém do Pará para Berlim em uma excursão no Instituto Ibero-americano. O grupo foi recepcionado pela Dra. Ricarda Musser, diretora das coleções Brasil, Chile e Portugal e de aquisição e catalogação da Biblioteca.

O passeio teve início pelo hall de leitura e pesquisa, e depois para a área de armazenamento, onde estão localizados os livros que ainda não foram catalogados por serem produções recentes/recém-chegadas à biblioteca. Os alunos também puderam visitar o departamento onde encontra-se um rico acervo histórico sobre América-Latina desde o período Colonial, que inclui mapas cartográficos e documentos históricos.

Todo o passeio guiado foi realizado pela dra. Musser que fez uma breve explanação sobre a história do Instituto Ibero-Americano, funcionamento da Biblioteca, manutenção dos acervos bem como a aquisição de livros e as participações do Instituto em eventos internacionais.

Francisco Rodrigues conversando com Ricarda Musser

Firmando laços

Esta ocasião foi selada de forma muito positiva por ambos os institutos: um dos alunos que compunha o grupo do IAGE, Ilton Ribeiro dos Santos – escritor – fez doação de um exemplar de sua publicação Palavra, convívio e outras florestas para a Biblioteca do IAI. Um gesto simbólico e muito representativo.

O jovem da região amazônica agrega vivências que podem ser difundidas continente afora. Nesse sentido, o Instituto Amazônico-Germânico mantém um diálogo aberto com o Instituto Ibero-Americano e o resultado só pode ser muito positivo. É uma porta que se abre para a troca de saberes.

Sem Fronteiras

Foram três semanas intensas, entre visitas guiadas e a obrigatoriedade de participação dos alunos em um curso de alemão. Além do IAI outros destinos foram visitados pelo grupo nesta ocasião: Universidade de Hamburgo – Setor Tecnológico de Engenharia Naval, visita guiada ao Parlamento Alemão, cidade de Potsdam, Erfurt, Weimar e Praga (República Tcheca). Certamente uma experiência cheia de descobertas e trocas culturais. 

2 comentários em “Estudantes da região amazônica em visita ao Instituto Ibero-americano

  1. Realmente foi uma caminhada pela Alemanha, inesquecível. Conhecemos, inclusive, aos sábados uma reunião de cronistas da cidade de Belim. Em torno de cinco escritores, lendo seus textos para uma plateia disposta para literatura.

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